quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Filmes



Imagine um ringue de luta livre tendo como oponentes oito monstros clássicos lutando até a morte num torneio localizado num cemitério abandonado!


E que vai reunir oito seres do além e seus empresários: uma vampira, um zumbi, um cíclope, um lobisomem, o monstro de Frankenstein, uma múmia, uma criatura de pântano e uma bruxa na maior e mais sangrenta competição de horror dos últimos tempos.

É uma tradição juntar monstros clássicos da Universal com comediantes como Abbot e Costello. Mas e se esses monstros se enfrentassem em um ringue de luta-livre?

Esse é o enredo do filme MONSTER BRAWL, dirigido e roteirizado por Jesse T. Cook.

O diretor Jesse T. Cook conseguiu juntar na brincadeira divertida um elenco interessante: Kevin Nash, Jimmy Hart, Herb Dean, Art Hindle, o comediante Dave Foley e Lance Henricksen emprestando sua voz grave à narração.



sábado, 24 de setembro de 2011

Sick Sick Sinners

O Sick Sick Sinners surgiu no fim de 2005 em Curitiba, com Vlad (guitarra e vocais), Cox (baixo e vocais) posteriormente Emiliano (bateria e backing vocals).

Vlad e Cox estavam terminando sua antiga banda, Os Catalépticos, que tocava um Psychobilly muito rápido e pesado, com fortes influências do Punk, Hardcore e Metal, e os dois queriam de alguma forma continuar a tocar o mesmo estilo, porém explorando um pouco mais o som e mesclando com ritmos antes não muito usados.

Gravaram a primeira demo, chamada "We are the Sick Sick Sinners", que lançaram logo antes de seu primeiro show, que foi no Psycho Carnival de 2006 em Curitiba. 

Após esse primeiro show a banda tocou em festivais como Jungle Nightmare (SP), e vários outros shows pelo Brasil.

A banda fez uma pequena turnê no Uruguai e Argentina, onde tocaram em um dos mais importantes festivais da cena Rock 'n' Roll da América Latina, o BA Stomp, em Buenos Aires. 

Com a ajuda do myspace e da Internet, eles divulgaram a banda pelo mundo inteiro, sendo convidados a gravar um álbum pelo selo Alemão Crazy Love Records.

O CD  "Road of Sin"  foi lançado em maio na Alemanha, com distribuição mundial, e em outubro de 2007 no Brasil pela Monstro Discos, em um ano vendeu mais de 1.000 cópias no exterior.

Ainda em 2007 gravaram o vídeo clipe "Beer and Flesh Meat", que está incluso na versão brasileira do primeiro CD.

Em junho de 2008 a banda fez uma turnê pelos EUA e México e teve uma ótima resposta do público.

No começo de 2009 a banda volta a palcos internacionais e chega a bater recorde de shows fora do país, tocando no Chile em março, uma turnê de 20 datas pela Europa em abril e em maio, logo em seguida, uma tour como headliner na Califórnia.
Em  17 de junho de 2011, teve a festa de lançamento do EP Hospital Hell no Blood Rock Bar, a banda tocou o novo trabalho na íntegra.

O som da banda é o que eles chamam de "Psychobilly Maldito", que é uma mistura psychobilly com punk e rock n roll !

“ O psychobilly é um estilo que surgiu lá pela década de 1970 como um “estilo” de rock. Acho que muita gente já vinha fazendo isso desde os anos 1950, que é um rockabilly mais cru e mais louco, mas tudo ficou mais claro quando The Meteors e The Cramps apareceram, é como se você pegasse punk rock e rockabilly, colocasse no liquidificador e batesse com um pouco de insanidade, histórias de terror e ficção científica, boa cerveja e servisse num copo de um litro e virasse tudo de uma vez só! Pra mim isso é psychobilly! A nossa banda faz um psychobilly um pouco mais pesado, colocamos influências de hardcore e metal no meio disso tudo. “ Vlad

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

The Cramps


Há mais de 30 anos, em 1972, Erick viu uma garota pedindo carona em uma estrada da Califórnia. Parou sua moto, ofereceu a carona. A garota em questão era Kristye,  de cara apaixonaram-se. Os dois estavam indo para uma mesma escola estudar Arte e Xamanismo.

Desde cedo resolveram adotar nomes diferentes ao de batismo:

Erick tornou-se Vip Vop e Kristy, Poison Ivy Rorschach, nome tirado de um sonho.

Durante dois anos perambularam por Sacramento fazendo coisas totalmente ilegais e mundanas até começarem a ser perseguidos pela polícia local. Resolveram então deixar a cidade e mudar para a pequena Akron, em Ohio. Um dia, Erick (ou Vip Vop) viu um anúncio de carro com os dizeres “lux interior” e resolveu adotar esse nome.

Nascia a dupla de insanos Lux Interior e Poison Ivy.

Foi nessa época em que viviam em Sacramento que realizaram uma viagem que mudaria a vida do casal.

Os dois ouviram um boato que se fossem até Memphis poderiam comprar discos da famosa gravadora Sun Records  a granel  por uma ninharia. Lux e Ivy montaram então em sua perua Chevey 61 e foram até a cidade, mais precisamente até uma loja chamada Selective Hits, que ficava em um armazém da antiga gravadora. Lotaram a perua com raridades em 78 e 45 rpm. Para se ter uma idéia, compactos raros e numerados do antigo e esquecido cantor Billy Lee Riley custava a ninharia de 18 centavos. A paixão pelo gênero aumentou ainda mais em Akron, onde, segundo Lux, muitas pessoas chegavam com discos dos anos 50 para vender em sebos. Uma das maiores preciosidades do casal é um compacto dos Teen Kings, banda de Roy Orbison, antes de fazer sucesso como cantor, gravando pela mesma Sun.
 
Foi essa paixão que os estimulou a formarem um grupo.

Seguindo totalmente a linha oposta de outros grupos, a loira Ivy assumiu a guitarra, pegando os poucos acordes que tinha aprendido com o irmão e os desenvolvendo ouvindo os discos que tinham. Lux resolveu ser cantor, após assistir uma apresentação de Marc Bolan.

Ao perceberem que em Akron dificilmente conseguiriam arranjar pessoas interessadas em montar uma banda, mudaram para a única cidade, na visão deles, que qualquer pessoa iria se quisesse sucesso: Nova York.

Resolveram então se intitular  The Cramps, nome tirado quando Poison viu uma capa de disco dos Kinks. 

Em fevereiro de 1976, Lux encontrou um sujeito estranho de quem gostou e ficou amigo: Brian Gregory.

Gregory havia chegado de Detroit para tentar a sorte como artista gráfico. Os três se reuniram no dia em que Ivy completava 23 anos e resolveram montar um grupo. Três dias depois resolveram fazer um ensaio e, para surpresa de Poison, Brian surgiu com uma guitarra Flying V. 

Poison e Lux não tiveram coragem de dizer para Brian que eles queriam um baixista, já que Gregory havia gastado toda sua grana com o instrumento. 

Como eles nunca quiseram formar uma banda que tivesse mais do que quatro pessoas, resolveram que não teriam um baixista. Faltava agora apenas um baterista. Brian resolveu logo o problema, sugerindo que sua irmã Pam  assumisse o posto. Em junho, Pam veio de Detroit e logo foi apelidada de Pam Balam. Os quatro passaram a ensaiar diariamente em um porão de uma loja de discos e o repertório era, basicamente, canções dos anos 50, junto com algumas composições de Lux e Ivy, entre elas, “TV Set”, “I Was a Teenage Werewolg” e “Don’t Eat Stuff Off the Sidewalk”.
 
Mas essa formação jamais fez sequer uma apresentação e no mês de agosto, Pam retornou para Detroit.

Em setembro outra garota resolveu ser a baterista, Miriam Linna. Passaram mais dois meses ensaiando e montando toda a concepção sonora e estética dos Cramps e no dia 1º de novembro, debutaram no palco, abrindo para o Suicide, no CBGB.

O show foi marcado pela inexperiência do grupo, que teve a má idéia de trocar todas as cordas de suas guitarras antes de entrarem em cena. O resultado foi que tocaram totalmente fora do tom e desafinados. Mesmo assim, a platéia formada por punks, adorou o grupo e conseguiram permissão de Hilly Kristal, dono do clube, para tocarem lá regularmente.

Começaram então a fazer shows por toda a cidade, vários deles abrindo para os Dead Boys e Ramones. O repertório era formado por canções de Roy Orbison, Link Wray e músicas próprias.

Em junho de 1977 resolveram gravar algumas canções com o produtor Richard Robinson, mas o resultado ficou aquém do esperado. No mês seguinte, os Cramps foram a atração principal de um festival no próprio CBGB. Nessa época Linna deixou o grupo.

Nessa mesma época o grupo ganha um fã de respeito e que queria produzir a banda: Alex Chilton. Após uma reunião, resolveram que todos iriam para Memphis,- lar do Rock and Roll e de Chilton , para trabalharem em novas canções.

Trabalharam no estúdio Ardent e em outubro já tinham várias músicas, entre elas, uma cover de “Domino” (Roy Orbison), “The Way I Walk” (Jack Scott), “Surfin’ Bird” (Trashmen), “Lonesome Town” (Rick Nelson), “Rockin’ Bones” (Ronnie Dawson) e material próprio - “Human Fly”, “Twist and Shout” e “The Mad Daddy”.

E já que estavam em Memphis, gravaram no estúdio  Sam C Philips, uma cover de Sonny Burgess, “Red Headed Woman”, tendo a participação de Jimmy Dickinson.

Em dezembro, a banda viaja com Chilton para Londres, onde iriam remixar algumas faixas. Chilton havia feito um contato com a gravadora Ork, que acabou não assinando com o grupo.
O jeito foi montarem um selo próprio (Vengeance) e lançaram o compacto “Surfin’ Bird”/ “The Way I Walk”, em abril de 1978, e que acabou vendendo 6 mil cópias.

Foi com esse compacto que os Cramps adotaram um logotipo, inspirado nas histórias “Tales from the Crypt”.

Em maio, fizeram um filme de três minutos, de baixíssimo orçamento, inspirado na canção “Human Fly” e embarcaram para a primeira turnê na costa oeste norte-americana. Abriram shows para as Runaways, de Joan Jett, no Whisky A Go-Go.

Mas talvez o momento maior tenha sido o show em uma instituição psiquiátrica no hospital Napa State.

Quando esses mentecaptos se apresentaram no Napa State no dia 13 de junho de 1978, entraram imediatamente para os anais da história do rock ao protagonizarem um de seus mais bizarros capítulos. 

O Napa State Mental Hospital é uma instituição psiquiátrica situada nas proximidades de São Francisco, na Califórnia.

Show  conduzido por um demente como Lux Interior, interagindo com os loucos do hospício que sobem no palco a todo o momento e cantam e dançam com ele na maior naturalidade.
 
Em determinado momento, logo após “Mystery Plane”, Lux fala para os pacientes: “Nós somos os Cramps, nós somos de Nova York, nós dirigimos 3.000 milhas para tocar para vocês”. De repente, alguém grita um “fuck you”. O vocalista dá um sorrizinho, e imenda: “Algumas pessoas me falaram que vocês são loucos, mas parecem normais para mim”. E em seguida a banda ataca com “The Way I Walk”, clássico de Jack Scott.

Em novembro lançam o segundo single, “Human Fly”/ “Domino” e no começo de 1979 entraram em estúdio com Chris Speddingpara comporem novas canções e mostrarem para as grandes companhias. Nessas sessões gravaram cinco músicas: “Weekend on Mars”, “Twist and Shout”, “Teenage Werewolf”, Rockin’ Bones” e “Mad Daddy”.
 
Acabaram convidados para abrirem um show do Clash, em Nova York, e conseguem um contrato com a gravadora IRS, de propriedade de Miles Copeland III, irmão de Stewart Copeland, baterista do Police, Copeland tinha adorado a postura demente no palco, com Lux destruindo vários microfones e Poison Ivy, sempre de saia e salto alto tocando sua guitarra Gretsch.

Foi nessa época que a banda cunhou um termo no qual seriam considerados os maiores expoentes:  Psychobilly.

Lux explica como surgiu esse nome: “Enquanto muitas bandas caíam de boca no punk, nós mergulhamos de cabeça no Rock and Roll dos anos 50, que era o Rockabilly, e misturamos com os grupos punks de garagem dos anos 60, de rock instrumental, psicodelismo, soul music, tudo com muita velocidade. Essa mistura rendeu o termo Psychobilly.”

Em junho parte em uma turnê com o próprio Police e lançam o EP Gravest Hits, com cinco músicas: “Human Fly”, “The Way I Walk”, “Domino”, “Surfin’ Bird” e Lonesome Town”.

No mês seguinte voam para Memphis para gravarem o primeiro LP do grupo, Songs The Lord Taught Us, com produção de Alex Chilton. O disco foi lançado apenas em maio de 1980 e fez um certo furor na parada independente inglesa.

Em abril enquanto Chilton trabalhava nas canções, o grupo saiu em mais uma seqüência de shows pela América e Europa.

Em dezembro a banda viaja para Londres e realiza um show no Lyceum e finaliza as gravações do segundo disco Pshychedelic Jungle, a produção fica por conta do próprio grupo, fato que se repetiria nos demais discos.
 
O álbum é lançado em abril de 1981 e o grupo volta para a Europa em maio para uma série de shows. 

Em novembro, o grupo é convidado pela televisão ABC para um especial de Halloween, ao lado de Maila Nurmi, que viveu nos anos 50 a personagem Vampira, e que tinha participado do filme Plan 9 From Outer Space, de Ed Wood.

Em 1984, o grupo participou da trilha sonora do filme The Return of The Living Dead. Nick, Ivy e Lux entregaram “Surfin’ Dead”, em três dias e nessa faixa o baixo ficou por conta de Lux, o primeiro instrumento que tocou na vida.

O grupo passou todo o ano de 1984 procurando um novo integrante, mas não conseguiu encontrar e, em 1985, lançam um novo single “Can You Pussy Do The Dog?”, com Ivy tocando guitarra e baixo. A canção alcançou a primeira posição na parada independente da Inglaterra.
 
Em fevereiro de 1986 lançam um novo disco, A Date With Elvis.

No início de 1989, o diretor John Waters, especialistas em filmes cults e B, convida o grupo para participarem de seu novo filme, Cry-Baby. A banda grava “King of The Drapes”, “Teenage Rage” e “High School Hellcats”, ao vivo, em um gravador de dois canais.

Em 1995, o grupo sai para outra série interminável de shows, dispensados pela Warner, migram para a Epitaph e lançam em 1997 Big Beat from Badsville .
 
A Epitaph é conhecida como um selo de “speed punk” .

Lux afirma que o fato de serem um selo de bandas punk não o incomoda: 

“Eu não estou muito familiarizado com esse rótulo de ‘punk music’. Tenho idéias diferentes do que é ser punk, do período em que começamos e tínhamos essa veia punk. Hoje o gênero está mais rápido, alto e duro, mas eu não vejo problema nisso, pelo contrário, porque estão dando emprego para novos grupos e pessoas que gostam do gênero e querem divulgá-lo. Para mim, o nome punk é tão vasto! Isso me lembra quando fomos chamados pais do psychobilly. E até hoje considero William Burroughs (escritor beat, autor do livro Naked Lunch) o maior punk do planeta!”


O grupo começou novamente um entra-e-sai infernal e ficaram em um hiato grande de lançamento até Fiends of Dope Island sair em 2003,com Lux mais doido do que nunca e com Ivy despejando seus riffs eternos.

Lux Interior  faleceu em 04 de Fevereiro de 2009, às 4h30 da manhã, no Glendale Memorial Hospital em Nova York, aos 62 anos de idade de problemas cardíacos.

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Erick Purkisher  (Lux) – nasceu no dia  21 de outubro de 1946, em Stoh, Ohio
Kristy Wallace Ivy) - nasceu no dia 20 de fevereiro de 1953, em Sacramento, Califórnia
 
Discografia

Gravest Hits (1979)
Songs the Lord Taught Us (1980)
Psychedelic Jungle (1981)
Smell of Female (1983)
…Off the Bone (Collection)  (1983)
Bad Music for Bad People  (1984)
A Date with Elvis (1986)
Rockinnreelininaucklandnewzealandxxx (1987)
Stay Sick! (1990)
Look Mom, No Head! (1991)
FlameJob (1994)
Big Beat from Badsville (1997)
Fiends of Dope Island (2003)
The Cramps Box (2003)

sábado, 17 de setembro de 2011

Pin-ups


Pin-Ups                 

Falar sobre as pin-ups é voltar ao fim do século 19, época em que o teatro de revista transformava dançarinas em estrelas, fotografadas para revistas, anúncios, cartões e maços de cigarros. Em Paris, dois artistas, Alphonso Mucha e Jules Cheret, criaram as primeiras imagens de mulheres em poses sensuais para pôsteres, com trabalhos marcados pela presença de contornos e detalhes.


A arte dos pôsteres virou escola e influenciou artistas até as primeiras décadas do início do século 20, quando os calendários também passaram a trazer desenhos de mulheres com silhuetas idealizadas pela imaginação masculina da época. 

E é justamente a partir do ato de pendurar ilustrações nas paredes que o nome pin-up surgiu.


Foi na década de 40, contudo, que as pin-up girls (ou “garotas penduradas”) viveram o auge do sucesso. Numa época em que mostrar as pernas era atitude subversiva e ser fotografada nua, atentado ao pudor, lápis e tinta davam forma a essas mulheres, carinhosamente chamadas de “armas secretas” pelos soldados americanos, na Segunda Guerra Mundial, elas serviam de alívio para os pracinhas que arriscavam a vida nos campos de batalha. 

Betty Grable foi uma das mais populares dentre as primeiras “pin-ups”. Um de seus posters tornou-se onipresente nos armários destes soldados.


O conceito das garotas pin-up era bastante claro: eram sensuais e ao mesmo tempo inocentes. A verdadeira pin-up jamais poderia ser vulgar ou oferecida, apenas convidativa. 

Asseguradas pelos traços sofisticados vindos da art-nouveau, elas vestiam peças de roupa que deixavam sutilmente à mostra suntuosas pernas e definidas cinturas. Era o bastante para alimentar a fantasia dos marmanjos. 

Das ilustrações de papel, as pin-ups logo ganharam vida ao serem encarnadas por atrizes como Betty Grable e Marilyn Monroe, ou fotografadas por modelos voluptuosas como Bettie Page, também chamada de “rainha das curvas”.


A partir dos anos 70, a indústria do sexo passou a desmanchar a aura misteriosa dessas mulheres, graças a filmes pornográficos e revistas de nu femenino.

Hot Rods



O termo HOT ROD é usado para os carros que jovens americanos customizavam na década de 40 e 50. Após a II Guerra Mundial a indústria retomava a fabricação de veículos, mas os modelos eram praticamente os mesmos de 1942, quando houve a interrupção na produção. Como os jovens não tinham dinheiro para comprar um modelo novo, começaram a montar e modificar carros da década de 20 e 30.

Esses carros originalmente eram equipados com motores de 4 cilindros e chegavam no máximo a 80 km/h (aproximadamente), mas modificações elevavam o desempenho, dobrando a velocidade final. De forma amadora, melhoravam a aerodinâmica dos carros fazendo mudanças na carroceria, ao retirar algumas partes para deixá-la mais leve, rebaixando o teto e quando possível, substituíam a mecância pela potente V8.

Hoje esse mercado movimenta milhões de dólares, empresas especializadas na fabricação de peças e acessórios contribuem à invasão crescente de Hot Rods. Nos E.U.A, associassões e federações dão apoio e organizam movimentados encontros de colecionadores, onde é possível admirar trabalhos de renomados designers como Chip Foose, Boyd Coddington entre outros. Esse estilo é seguido por uma legião de fãs em todo o mundo.

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