segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Filmes

Que lugar melhor para um monstro atacar que os arredores de um campus universitário? 

O monstro, na verdade, é um bizarro homem de neanderthal que vem à tona e toma física e mentalmente a personalidade do Dr. Donald Blake (Arthur Franz), de uma Universidade da Califórnia, depois de um acidente em que o cientista fere sua mão nos dentes de um grotesco peixe pré-histórico, cujo sangue havia sido alterado em experiências envolvendo raios gama. 


É impressionante como é tosca e primária a visível máscara de látex recheada de pelos do monstro do campus (interpretado pelo ator Eddie Parker), rendendo divertidas seqüências que não devem nada às películas de fundo de quintal que eram produzidas aos montes nesse período, sem falar do enorme peixe pré-histórico e do mosquitão de borracha que aparece no meio do filme.

A história, no fundo, não passa de uma variação do tema do lobisomem, vista sob uma ótica modernizada, mas não muito convincente. Ótica que, por sua vez, enquadra o mito ainda mais recente da freudiana quebra de personalidade, então tornada clássica na famosa novela de Robert Louis Stevenson, "O Médico e o Monstro", do finzinho do século XIX. 

Tudo o mais é pura diversão, nesta película que, além de tudo, ainda traz ecos de um filme similar, "The Neanderthal Man", de E. A. Dupont, produzido em 1953.

ELENCO:

ARTHUR FRANZ - Prof. Donald Blake
JOANNE MOORE - Madeline Howard
JUDSON PRATT - Tenente Mike Stevens
TROY DONAHUE- Jimmy Flanders
NANCY WALTERS-Sylvia Lockwood

sábado, 15 de outubro de 2011

HQ




A EC Comics é, sem dúvida, uma das mais importantes editoras norte-americanas da história dos quadrinhos. Sua influência se estendeu não apenas no próprio campo das HQs, mas também alcançou a televisão e o cinema.

Num trágico acidente, uma lancha atingiu o barco tirando prematuramente a vida de Max Gaines  fundador da Educational Comics, quando Max faleceu deixou uma dívida de 100 mil dólares.

Com esse triste acontecimento, a EC foi parar nas mãos da esposa de Maxwell, Jessie, e de seu filho mais velho, Bill Gaines. Isso deixou a editora em maus lençóis, porque, aparentemente, nenhum dos dois poderia assumir as rédeas do negócio.

Sem muitas opções, Bill Gaines viu-se obrigado a se envolver mais com a editora. Então, começou a ler as revistas que a EC tinha em seu catálogo.

O interessante é que, quanto mais lia os quadrinhos, mais se apaixonava por eles, entendendo que, além de um negócio, também tinha nas mãos algo que realmente gostaria de fazer. Assim que se familiarizou com os negócios, achou que deveria começar a fazer mudanças para melhorar a saúde financeira da Educational Comics. Além disso, levaria as publicações para uma direção que suprisse seus próprios interesses.

A primeira mudança foi singela, mas significativa. Bill mudou o "E" de EC Comics de Educational para Entertainment. Depois, deu uma olhada nas tendências do mercado e encostou todos os títulos publicados pelo seu pai, criando novas revistas como Saddle Justice, International Crime Patrol e A Moon, A Girl... Romance.

Uma de suas idéias era criar uma nova revista para adolescentes, pois esse também era um gênero de bastante sucesso na época. Bill estava particularmente impressionado com a habilidade em desenhar mulheres de um jovem que lhe fora apresentado: Al Feldstein. Com o tempo, Feldstein se tornaria um dos homens mais importantes na EC Comics, além de amigo pessoal de Bill Gaines.

Todas as noites, o desenhista voltava de carona com Bill. A amizade entre os dois crescera tanto, que conversavam sobre qualquer assunto. Foi durante um desses bate-papos que Al disse a Gaines que eles precisavam fazer algo diferente, e não imitar o que os outros estavam fazendo.

Nessa conversa, os dois descobriram uma paixão comum pelas velhas novelas de terror que predominavam no rádio quando eram crianças. Eram histórias tão carregadas de horror e suspense, que eles nunca mais haviam se esquecido delas e da sensação que causavam. Não seria uma boa idéia tentar trazer aquilo para as histórias em quadrinhos?

Estava pavimentada a estrada por onde caminharia a espetacular EC Comics.


Idéia lançada, chegara o momento da prática. Al Feldstein sugeriu a Bill o conceito de ter um apresentador que sempre contasse as histórias de horror. Foi assim que nasceu o Crypt Keeper, um velho decrépito e sarcástico que apareceria sempre no início e no final, respectivamente introduzindo e explicando a moral de cada HQ.
O personagem era, ao mesmo tempo, arrepiante e engraçado, pois conseguia fazer piadas com o trágico e o caótico. Ter o Crypt Keeper apresentando as horripilantes histórias era o primeiro passo em direção ao famoso "Estilo EC".

 

Crypt Keeper apareceu pela primeira vez na revista Crime Patrol # 15 e repetiu a dose com outra de suas assustadoras histórias na edição seguinte.

Logo depois, na revista War Against Crime # 10, apareceu outro personagem com a mesma função: Vault Keeper.
  
O sucesso foi imediato e as revistas venderam como nunca. Além de comprovar o forte apelo do material junto aos leitores, Bill Gaines também estava visivelmente apaixonado pelo novo estilo.

O sucesso fez com que as revistas mudassem de nome: Crime Patrol tornou-se The Crypt of Terror e War Against Crime se transformou em The Vault of Horror.

Aliás, vale desfazer aqui uma confusão que alguns leitores encontram quando entram em contato com o material da EC Comics.

A primeira edição de The Crypt of Horror é a # 17. Isso porque a revista anterior (Crime Patrol) parou no # 16. Naquela época, era comum as editoras iniciarem uma nova publicação aproveitando a numeração de outra cancelada.

Isso era feito para não se pagar uma permissão para uma nova publicação, aproveitando, assim, a licença da anterior. Para os órgãos fiscais, era como se a mesma revista continuasse a ser lançada. Era ilegal? Sim, mas funcionava, na maioria das vezes. The Crypt of Terror acabou mudando de nome novamente na edição 20, passando a se chamar Tales From the Crypt.

Um novo personagem surgiu: The Old Witch, na revista The Haunt of Fear. O propósito era o mesmo dos outros dois personagens decrépitos.

Começava, então, uma interessante e engraçada disputa entre esses personagens, cada um querendo que a sua revista fosse a melhor. Outra grande sacada da EC Comics.

A publicação bolada por Gaines e Feldstein, batizada com o apropriado título de Tales From the Crypt, tornou-se um sucesso espetacular entre crianças e adolescentes e motivo de choque para os norte-americanos adultos. 


Jamais o cidadão comum , classe média, branco, suburbano e fiel defensor do American Way of Life como o caminho mais curto para o Paraíso, iria permitir que seus filhos passassem o tempo lendo histórias sobre aberrações, trapaças, assassinatos, bruxaria, exorcismo e magia-negra. 

Encarar o lado feio e bizarro da vida não estava nos planos de ninguém. 


Exceto da molecada, que, dos cafundós do Arkansas ao centro de Nova Iorque, fazia a fortuna de Gaines comprando qualquer coisa que tivesse o selo EC Comics estampado na capa.

Cada revista trazia seis histórias seguindo basicamente a mesma estrutura. Em poucas páginas (de seis a oito), a trama ia crescendo e envolvendo o leitor de forma a criar um final completamente inesperado e desafiador. Essa fórmula foi por eles mesmos batizada de "Estilo EC".

Era tão eficaz, que influenciou toda uma geração de garotos, como pessoas que se tornariam famosos diretores de cinema, como Steven Spielberg ou John Carpenter.

Outro fator que contribuiu bastante para o sucesso do "Estilo EC" foram os desenhos. Os melhores artistas da época trabalhavam na editora e eram tão apaixonados pelo que faziam, que se esforçavam para criar ilustrações cada vez mais expressivas. Nomes como Al Feldstein, Harvey Kurtzman, Frank Frazetta, Bernard Krigstein, Johnny Craig, Reed Crandall, Joe Orlando, John Severin, Jack Davis, Will Elder, George Evans, Al Williamson, Wally Wood e outros.

O próprio Bill Gaines era declaradamente fã de seus funcionários, o que criava o clima perfeito para a concepção daqueles belos desenhos.

Wikibier Festival



Vem aí o Wikibier Festival, que vai acontecer no Expo Unimed Curitiba, na Universidade Positivo, no dia 22 de outubro.

 Serão mais de 100 rótulos de cerveja nacionais e importadas, 25 cervejarias e 20 cervejeiros artesanais de seis estados brasileiros: além do Paraná, estarão representados Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais.
O encontro ainda terá muito espaço para troca de experiências entre produtores e apreciadores de cerveja, gastronomia e muita música, com as bandas Copacabana Club, Two Bless e Klesmorin.

Entre as diversas novidades cervejeiras, a organização promete chopes das marcas Delirium Tremens, da Bélgica, e Harviestoun, da Escócia.

Personalidades do meio cervejeiro também devem comparecer. Uma delas é o Joe Tucker, crítico e especialista do site Ratebeer.com, além de diversos profissionais da área,  o co-fundador e mestre-cervejeiro chefe da BrewDog, o Stewart Bowman.

Toda a decoração será inspirada na informalidade dos locais onde se consome tradicionalmente cerveja. As cervejarias terão seus estandes ambientados como mini pubs, no formato de barraquinhas que permitem a interação com o público. Já o espaço dos cervejeiros artesanais será um bar.


O ingresso para o Wikibier é o preço da caneca, que sairá por R$ 20 reais.
Há dois modelos: uma de 100 ml, indicada para degustação; e outra de 400 ml. 
Lá dentro, os preços das cervejas variam entre R$ 2 e R$ 7, para cada tipo de caneca. 
Já a água mineral é de graça para todo mundo durante o evento.


Além do site, os ingressos estão à venda nos seguintes locais: Bodebrown Cervejaria Escola (R. Carlos de Laet, 1015 – Fone: 3276-1560); Cervejaria da Vila – R. Mateus Leme, 2361 – Fone: 3015-4620); Clube do Malte (R. Desembargador Motta, 2200 – Fone: 3014-9313); Templo da Cerveja (R. Coronel Dulcídio, 775 – loja 03 – Fone: 3532-9255),Saaz Bier Bar (Al. Presidente Taunay, 434 - Fone: 3029-3689) .

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

We Can Do It !


We can do it!  "Nós Podemos"


Cartaz criado em 1942, pelo artista gráfico americano J. Howard Miller (1918-2004), possivelmente, o mais famoso dos cartazes de guerra, simbolizando o esforço de todas as mulheres norte americanas que assumiram os postos de trabalho nas fábricas durante a Segunda Guerra Mundial.

Rosie the Riveter é um ícone cultural dos Estados Unidos da América, representando as mulheres americanas que trabalhavam nas fábricas durante a Segunda Guerra Mundial, muitos dos quais trabalharam em fábricas que produziam munições e material de guerra.

O termo Rosie the Riveter foi usado pela primeira vez em 1942, numa canção do mesmo nome escrita por Redd Evans e Jonh Jacob Loeb. A canção tornou-se um hit nacional e é sobre Rosie, uma mulher trabalhadora: “All the day long, Whether rain or shine, She’s part of the assembly line, She’s making history,Working for victory, Rosie the Riveter”.

Rosie the Riveter tornou-se mais estreitamente associado a uma mulher real, Rose Will Monroe, que nasceu em 1920, em Pulaski County, Kentucky e mudou-se para Michigan durante a Segunda Guerra Mundial. Rose trabalhou como rebitadora no Willow Run Aircraft Factory em Ypsilanti, Michigan, na construção de bombardeiros B-29 e B-24 para a Força Aérea dos EUA.

Riveter vem de rivet (rebite), que eram os parafusos que prendiam as chapas do revestimento desses aviões, fundamentais na vitória dos Aliados. Era o que a Rose realmente fazia, de farda e posse musculada mas mantendo sempre, através do lenço na cabeça, um toque feminino.

Segundo a Encyclopedia of American Economic History, Rosie the Riveter inspirou um movimento social que aumentou o número de mulheres trabalhadoras americanas Embora a imagem de Rosie reflita o trabalho industrial de soldadores e rebitadores durante a Segunda Guerra Mundial, a maioria das mulheres assumiram outros postos em todos os sectores da economia.

Esta imagem tornou-se assim um ícone feminista que provava que as mulheres conseguiam fazer o trabalho “de homens” e faziam-no bem. Rosie the Riveter não é só uma mulher, mas é a personificação de todas as mulheres que mostraram, numa época em que a mulher era remetida para o papel de dona de casa, que eram capazes de fazer todo o tipo de trabalho. 

domingo, 9 de outubro de 2011

As Diabatz



Banda de psychobilly formada apenas por mulheres 100% underground

As Diabatz surgiram da vontade dessas meninas de montar uma banda psycho de garotas, algo novo e inusitado na cena psychobilly brasileira.

Elas já se conheciam dos shows, começaram a conversar pelo fórum psychobilly brasileiro, depois de algumas conversas nos botecos e incentivo de amigos começaram a ensaiar.

Baby Rebbel - Guitar & Vocals  

Eu já estava envolvida com a cena underground há anos, já tinha tocado em outras bandas, de punk rock, etc. Já conhecia psychobilly, mas não muita coisa. Quando entrei pro The Rising Scum tocando guitarra eu comecei a conhecer mais bandas e aí viciei. Uma coisa que me atraiu no Psychobilly foi à ausência de manifestações políticas. Antes eu tinha feito parte de cenas mais envolvidas e formadas por opiniões políticas.  E isso gerava uma cobrança muito chata, rótulos, etc. No Psychobilly isso não acontece. Cada um tem a sua própria visão política e sua opinião, individualmente.
 
Clau Sweet Zombie - Stand up Drums & Backing Vocals

Eu sempre gostei muito de música punk, e também de Rockabilly, então me encaixei muito bem no Psychobilly por isso!

Killer Klaw -  Upright Slap Bass & Backing Vocals

Antes de conhecer o psychobilly eu curtia Black Metal, frequentava alguns shows e andava no Largo da Ordem, até que um dia uns amigos me chamaram para ir ao Psycho Carnival em 2001, eu fui e curti pra caralho! Vi a banda Holandesa Cenobites e pirei no show deles! A partir daí comecei a ir aos shows de psychobilly.

“Clau Sweet Zombie - A banda surgiu com o intuito de fazer algo diferente na cena psychobilly... Nós fomos  nos  falando sobre a possibilidade de montar a banda, a Claudia estava aprendendo a tocar o baixo, e então resolvemos nos reunir.

Killer Klaw - É, nós fomos nos  falando, eu ainda estava aprendendo a tocar baixo, mas mesmo assim resolvemos nos reunir.

Baby Rebbel - Aí já nessa primeira reunião saiu um ensaio e nossa primeira música: Psychomad Mary.”

Uma banda de psychobilly  é por si só uma atração a parte.
Mas um grupo de psychobilly formado somente por garotas se torna algo ainda mais interessante.  

Este fato, segundo elas, ajudou a dar mais destaque para o seu som na concorrida cena curitibana.

O trio se reuniu em 2006 para fazer músicas baseadas principalmente na surf music seiscentista, seguindo uma linha mais tradicional do Psychobilly,  com guitarras limpas, suas letras têm as temáticas usuais das músicas do gênero: terror, diversão, bebidas, pessoas, insanidade e muita loucura!

Inspiradas pelas bandas clássicas dos anos 80, como The Meteors, The Cramps, Torment, entre outras, elas começaram a fazer suas músicas simples e cruas, tentando transmitir essa doença que é o Psychobilly.

O nome é uma espécie de combinação do português e do inglês, algo como a mistura de “dançarinas do diabo” e “morcegos” (bats), e ainda um trocadilho com a doença diabetes.

Após lançar o Ep “Witches Stomp” elas tiveram a oportunidade de se apresentar num dos mais importantes festivais de Psychobilly do mundo, o Psychobilly Meeting na Espanha (na 16ª edição em 2008) dividindo o palco com várias bandas importantes como Guanabatz, Bang Bang Bazooka, Tabaltix, Klingonz e várias outras.

“A primeira vez que fomos chamadas para tocar na Espanha em 2008, não esperávamos. Ficamos super empolgadas, pois a banda estava bem no começo, só tínhamos feito três shows, mas deu tudo certo e até melhor do que imaginávamos. Foi muito legal a receptividade da galera! Foi o maior público que já tocamos e depois desse show ficamos ainda mais conhecidas na Europa e logo vieram outras oportunidades. Com certeza uma experiência inesquecível!”

O debut álbum “Riding Through The Devil's Hill” (2009), pelo selo Belga Drunkabilly Records, foi gravado em Roterdã, na Holanda e lançado em toda a Europa.

“Além de lançar o cd na Europa, ele também faz a distribuição que ajuda bastante na nossa divulgação...”

Fizeram a turnê Psycho Samba Tour com a banda Frantic Flintstones. Tocando na Inglaterra, Bélgica, Holanda, Alemanha, Suíça, Dinamarca, Espanha, Itália e República Checa.

“A turnê foi ótima, tocamos em vários países. Aprendemos muita coisa, amadurecemos no palco, conhecemos muita gente e lugares diferentes, foi muito legal!... fizemos contatos, vendemos muitos CDs e camisetas. Foi uma experiência inesquecível! Todos os shows com a bandeira do Brasil no palco.”





quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Filmes







ZombinLaden—The Axis of Evil Dead

Osama está de Volta, e agora… ele quer seu cérebro.


‘Zombinladen’ é um trailer fake (falso) feito para concorrer em um concurso de curtas-metragens francês.


O corpo de Bin Landen é encontrado por um casal de mergulhadores franceses no Oceano Atlântico. Ao ser atingido por uma gota de Coca-Cola, o terrorista mais temido de todos os tempos volta à vida, agora como um zumbi cruel e assustador.


O casal se une a um grupo de amigos para deter o morto-vivo, que passa a ser também do interesse dos governantes dos Estados Unidos e da França. Matá-lo de novo é o maior desafio do presidente norte-americano, Barack Obama.

Cartoon